sábado, 3 de agosto de 2013

Era uma vez...

Talvez você não conheça o conto “João e o Pé de Feijão”, então vou resumir. Na versão de Benjamin Tabart (1807) o conto é narrado da seguinte forma:

João, a pedido de sua mãe, sai para vender uma vaca, Branca Leiteira o seu nome, a última fonte alimentar da família. João já é órfão de pai, ele e sua mãe passam necessidades pela misteriosa morte do seu pai.  No comercio ele troca sua vaca por feijões mágicos. Quando chega em casa sua mãe fica furiosa. Ela joga os feijões pela janela e, sem jantar, manda o menino ao quarto. No quarto, o jovem adormece.
No dia seguinte, à janela do quarto, João depara-se com um enorme pé de feijão. Ele começa a escalar e quando chega ao topo do pé de feijão, ele encontra uma fada. Então descobre que, no passado, o gigante matou o seu pai. A fada lhe conta também que tudo que o gigante possui, hoje, era de seu falecido pai, logo tudo pertence a ele. Sabendo disso João começa a “roubar” o gigante. Ele  rouba uma das sacolas de ouro, uma galinha mágica que põe ovos de ouro e uma harpa mágica. Ao sair pela porta, a harpa mágica fala “mestre, mestre” e acorda o gigante. João foge com ela, desce o pé de feijão e – quando está próximo de casa – grita à mãe que traga um machado. Ele olha para cima e vê os pés do gigante descendo pela planta, então, corta o pé de feijão fazendo com que o gigante morra na queda...

Agora escute essa música: João e o Pé de Feijão - Cícero

Imagine a dor que sentiu João ao perder seu pai. Imagine a falta que ele sentiu. Quantos problemas ele teve que enfrentar na família e ser empurrado a crescer mais cedo que as outras crianças para sustentar a sua mãe. O desespero era tanto que ele trocou seu único sustento, a vaca Branca Leiteira, pela esperança de lucrar mais com os feijões mágicos.
Ao subir aquele pé de feijão ele deixara sua realidade para morar longe dos seus problemas. Ou quem sabe ele já não subiu na esperança de encontrar um lugar melhor para se viver. Coitado! “A curiosidade matou o gato”, lá ele encontra outra verdade que feriu mais ainda seu coração, o assassino do seu pai. Quanta mágoa ele sentiu. Essa verdade despertou um senso de justiça em João. Pois por causa do gigante ele e a sua mãe pereciam lá em baixo.
Ah, já ia esquecendo-se da mãe de João. Os feijões não precisam de terra funda para brotar. Numa atitude de tristeza a mãe de João simplesmente descarta os feijões, sem dar crédito às palavras de João.  Mas será que se ela não tivesse jogado os feijões pela janela o João iria fazer o mesmo que a gente fez na escola? Pois quem nunca plantou um feijão no algodão? Ou será que a mãe de João sabia que os feijões precisam ficar longe de toda aquela dor e escuridão que ela vivia dentro de casa?

O pé de feijão é uma planta fotoblástica positiva.  Plantas que são fotoblásticas positivas germinam na presença de maior quantidade de luz, por isso são plantadas, ou jogadas (trazendo para o conto), em solo raso.
Referências: Marcelo Buckowski


Seria preciso muito algodão para enxugar as mágoas causadas por aqueles feijões.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

    E aí, beleza? Eu sou Jedson, o criador do blog. E você pode estar se perguntando o porquê do nome "Peregrino do Ocaso". Vou te explicar: Primeiramente porque acredito que todos nós somos peregrinos aqui na terra e também porque acho o ocaso a melhor hora do dia. Gosto muito do pôr do sol por conta da sua beleza e serenidade.   
    Aqui no blog Peregrino do Ocaso além de compartilhar um pouco da minha vida, vou postar vídeos, textos, fotos e músicas que fazem parte da minha jornada. 
    Todos nós somos guerreiros, pois a vida em si já é uma guerra. Então se você está vivo é porque foi escolhido para lutar. Na terra, na água ou no ar, estamos aqui para conquistar o nosso alvo.
    Todavia, entenda uma coisa: A nossa vida é como um mar onde nós somos os barcos. Este mar às vezes está tranquilo, outra hora ele pode estar bravio pelas circunstâncias da vida que nos faz ficar confusos e com medo (e isso é completamente normal). Todo homem está à procura de um lugar para descansar das suas lutas. A minha jornada está indo rumo ao meu porto seguro e eu espero que, no final da sua jornada, você também encontre o seu.
    Sendo assim, seja bem-vindo ao blog e que Deus abençoe a sua vida!